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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Prefeito desce do salto e detona professora em palanque


O Prefeito Neto Carvalho pegou pesado com uma professora conhecida como Rosa Palmeirão. No  encontro realizado no povoado Murici, na última quarta-feira, o candidato à reeleição mostrou toda sua revolta contra a docente que, segundo ele, tem falado mal dele constantemente.

No seu discurso, o prefeito falou das obras que está fazendo no povoado e do que ainda pretende fazer. Porém, no encerramento de suas palavras, o candidato deixou a moderação de lado e disparou contra a professora, afirmado que ela tem dois contratos (um em Magalhães de Almeida e outro em Araioses), mas não tem moral nem ética para lecionar, pois a mesma já teria vendido o corpo nas portas das zonas. Rosa Palmeirão reside no povoado Murici.

A crítica foi aplaudida por alguns populares partidários do prefeito, mas deve lhe custar alguns trocados, já que a mesma entrará na próxima semana com uma ação na justiça pedindo indenização por danos morais. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Campanha esquenta reta final: confira as agendas das coligações



Há 11 dias das eleições, a campanha segue em ritmo acelerado. As manifestações ganham mais peso e as expectativas adquirem um sabor de ansiedade para ambos os lados.

O grupo do 15 realizou três manifestações na semana passada: Vargem Grande, Alto do Cedro e Bacuri. Hoje haverá encontro no povoado Murici; sexta-feira, 28, terá comício no povoado Trincheiras; domingo, dia 30, passeata e comício em Magalhães de Almeida e dia 04 de outubro encerra sua campanha com um comício no povoado Melancias.

O grupo do 10 também realizou três manifestações na semana passada: Melancias, Canaã e Trincheiras. A agenda para a reta final tem programado um encontro no povoado Alto do Cedro, no próximo sábado, 29, e dia 04 de outubro passeata e comício em Magalhães de Almeida, encerrando as atividades de campanha.

No último dia 9 a oposição trouxe para a cidade a filha do ex-presidente Lula, Luriam. Na oportunidade houve passeata e pronunciamento da filha do ex-presidente. A oposição tenta, dessa forma, mostrar alinhamento com o governo federal.

Já o grupo do 15 tem investido nos encontros com churrasco e bebidas para o povão. No último, realizado no povoado Bacuri, foram consumidas aproximadamente 12 mil latinhas.

Magalhães de Almeida sediará seminário de geografia de alunos da UFMA


A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) realizará, entre os dias 27 e 30 de setembro, o Primeiro Seminário Magalhense de Geografia - SEMAGEO. O evento será realizado na nossa cidade, no colégio Antônio Batista Vieira e tem como organizadores o  Grupo de Estudos em Pesquisa e Edafologia, a coordenação do curso de geografia do Programa de Formação de Professores para a Educação Básica do Plano de Ações Articuladas (PROFEBPAR), o Departamento de Geociências e o Centro Acadêmico de Geografia da UFMA. O objetivo é discutir o uso intensivo da agricultura e a questão ambiental, tendo como referência o município de Magalhães de Almeida.

O encontro terá como eixos norteadores: as mudanças no uso da terra e a problemática ambiental; a agricultura moderna, mudanças na propriedade da terra e impactos sobre a cobertura pedológica; e a abordagem da questão ambiental nas instituições de ensino.

Na oportunidade serão realizadas palestras, conferências, apresentações de trabalhos acadêmicos e atividades de campo. Entre os convidados estão os professores-pesquisadores Benedito Alex, Rosalva Reis, Ulisses Denache, Maria da Glória Rocha Ferreira e Marcelino da Silva Farias Filho, dentre outros. O público-alvo são os alunos dos cursos de geografia e áreas afins. 

A inscrição custa R$ 20,00 e pode ser feita pela internet, no site oficial http://www.gepepe.com.br, e no local do evento, que começa à noite do dia 27 (quinta-feira) e encerra às 12h do dia 30 (domingo).



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Veja as porpostas dos candidatos que ainda não tinham sido postadas no blog

Ao longo desses dois meses mostramos as propostas dos candidatos sobre os temas educação, saúde, cultura, esporte e lazer. No entanto ainda não tínhamos divulgado o restante do plano de governo. O texto abaixo reproduz na íntegra as propostas para os outros temas ainda não relacionados, tais como meio ambiente, turismo, administração infra-estrutura, economia, agricultura, dentre outros. É importante que leiam com atenção, votem com consciência e cobrem de quem for eleito.

CLIQUE NO LINK LEIA MAIS PARA CONFERIR TODAS AS PROPOSTAS

PROPOSTAS DE COSTA JUNIOR

TURISMO

1. Construção do Portal de Acesso a Cidade de Magalhães de Almeida.

2. Divulgação do calendário de eventos esportivos e culturais do municipal.

4. Definir roteiro de trilhas ecológicas a serem explorada por turistas.

5. Imprimir e distribuir em nível nacional folders informativos sobre as belezas naturais de Magalhães de Almeida.

6. Criar um comitê gestor de turismo para definir políticas de turismos e articulações com órgãos e agências de turismo do Brasil.

7. Instalação de Painéis Propagandísticos dos pontos turísticos ao longo da estrada que margeia a lagoa do bacuri e completo remodelamento e urbanização das entradas da cidade e dos principais povoados.

8. Implantar um Postos de Atendimento ao Turista com pessoal treinado, qualificado e equipado; distribuindo folders, souvenirs e prestando informações sobre os principais pontos turísticos da cidade.

SEGURANÇA.

1. Promover maior articulação com o estado em assuntos de segurança pública, integrando as ações das polícias Civil e Militar, com as ações da Prefeitura.

2. Determinar a participação das comunidades e apoiar a participação da população no conselho de segurança pública.

3. Investir em políticas públicas preventiva, com o foco na juventude, que é mais vulnerável ao crime priorizar medidas para afastar os jovens da droga e da influência do tráfico. Ênfase em educação, envolvimento da família com a escola, multiplicação das oportunidades de formação profissional, disseminação da prática de esportes, de oficinas de teatro, circo, música, artes plásticas, moda, design etc.

4. Em regiões específicas, com indicadores de alta criminalidade associada ao consumo de bebidas alcoólicas, a política de restrição de horário ao funcionamento de bares será adotada como medida complementar de segurança pública sempre em articulação com as categorias sindicais ou representativas. Essa política prevê a criação simultânea de equipamentos e/ou atividades que propiciam opções de lazer sobretudo aos jovens.

5. Integrar ações do município e do estado, para que os jovens egressos do sistema prisional tenham uma oportunidade de trabalho.

6. Instalar iluminação pública e a oferta de serviços públicos, a partir do mapa da criminalidade.

7. Aumentar a luminosidade e intensificar a presença noturna da polícia e da guarda nos monumentos, parques, praças, escolas e seus entornos e nas áreas de maior circulação, estimulando a convivência e o turismo.

8. Realizar convênio com o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), do Ministério da Justiça, visando implantar projetos que articulem políticas de segurança e ações sociais preventivas e direcionadas prioritariamente às causas da violência.

9. Criar oficialmente a Guarda Municipal que cuidará do planejamento e da organização efetiva do trânsito, principalmente em locais e dias especiais e será treinada e preparada para patrulhar as portas das escolas, praças públicas, eventos públicos e os principais logradouros públicos objetivando um trabalho de prevenção em Segurança Pública.

10. Implantar o Proerd – Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência - em todas as escolas da rede municipal.

EMPREGO E RENDA.

sábado, 22 de setembro de 2012

Entrevista com Neto Carvalho



Demorou, mas saiu. Ontem, 21, fiz a entrevista com o atual prefeito e candidato à reeleição pelo PMDB, Neto Carvalho. Ele respondeu perguntas sobre os mais variados temas de interesse público: educação, saúde, meio ambiente, agricultura, denúncias, obras etc. Infelizmente não foi possível abordar todos os temas por questões de tempo e espaço. Mas a partir de agora você pode comparar com mais propriedade as ideias de cada candidato e ver quem mais se aproxima do representante que almeja para ocupar a mais cobiçada cadeira do município. A entrevista está reproduzida na íntegra. Leia atentamente até o final e tire suas próprias conclusões sobre tudo o que foi respondido pelo candidato.
1. Fazendo uma retrospectiva desde quando você pleiteou o governo pela primeira vez, qual a principal diferença do Neto Carvalho de 1996 para o Neto de 2012?
Olha, sem dúvida nenhuma com mais experiência. Se você observa são quase 16 anos. Quando eu recebi o município, eu recebi um município totalmente sucateado, não tinha nenhuma estrutura. Se você vê, não tinha hospital, não tinha escola, não tinha estrada vicinal, não tinha energia, não tinha água. Era um povo triste, nossa cidade era uma cidade desmotivada, os jovens não tinham prazer. Não tinha praças, não tinha iluminação pública. Então hoje eu vejo que é uma cidade bem mais estruturada. Embora faltando alguma coisa, é uma cidade bem mais visível, é uma cidade em que as pessoas percebem que tem uma administração, portanto, eu vejo uma cidade bem melhor.
2. O senhor é reconhecido como o prefeito que fez muitas obras no município. Há alguma delas que o senhor destaca como mais importante?
Eu diria pra ti que é difícil a gente mostrar uma obra maior, porque nós fizemos um conjunto de obras. Mas eu destacaria agora o sistema de água potável. Nós recebemos um município, como você sabe - você é novo, mas deve lembrar - em que na cidade, sede, as pessoas recebiam água à meia noite, acordavam meia noite para encher as latas d’água, e nós não tínhamos um chafariz no município todo, não tinha um chafariz funcionando, embora tivesse um poço furado em Melancias, outro em Curralinho, mas não tinha nenhum funcionando. E hoje nós estamos levando água para povoados que tem quatro casas. Então, o diferencial é grande. Para você ter uma ideia, nós estamos levando água da sede para três povoados, porque a água dos povoados é de péssima qualidade. Então, eu vejo como um grande avanço, uma grande obra levar água, porque água é vida.
3. Eu vou fazer uma pergunta que não estava no script, mas estudando a questão da geografia, gostaria de fazer. Quanto a estes novos poços que estão sendo perfurados para atender também o interior, foi feito algum estudo se não seria melhor pegar água do rio, já que os lençóis freáticos correm o risco de daqui a alguns anos desaparecer?
Nós temos um rio que infelizmente muda de um ano pro outro. Não há um rio como o rio Buriti e outros rios da região. Nosso rio é um rio muito variável. E um sistema de água pra coleta do rio e tratar precisa de uma estrutura muito grande. O custo não é fácil. Você vê, infelizmente as nossas grandes cidades ainda usam água do subsolo, embora seja uma preocupação da gente no futuro buscar uma solução como esta.
4. Durante o seu governo foram construídas escolas, ampliada a rede de ensino, no entanto ainda há graves deficiências na formação de nossos alunos. Muitos chegam ao ensino médio sem saber fazer uma redação simples nem resolver operações básicas de matemáticas. O Ideb do município publicado agora em agosto também não apresentou evolução. Como o senhor analisa isso? E na sua visão o que pode ser feito para melhorar a qualidade do ensino fundamental em Magalhães de Almeida?
Não se muda uma educação de um dia para o outro. Não é uma década que vai mudar um Ideb de um patamar baixo que era para um hoje desejável. Mas, se você observar, quando eu assumi a prefeitura em 1997, nós tínhamos praticamente 99% da rede de ensino de semianalfabetos dando aula, pessoas que não tinham nem o ensino médio, a maior parte delas. Hoje nós temos um quando de praticamente todo mundo graduado e muitos fazendo pós-graduação. Então, esse resultado a gente vai ver a longo prazo. Infelizmente nós estamos pagando ainda. Essas pessoas ainda estão pagando o resultado da tristeza que era as administrações anteriores, que não se preocupavam com nada. Nós vivíamos aqui como índios em aldeias. Só pra você ter uma ideia, nós tínhamos metade dos nossos povoados que tinham ligação com Parnaíba e não tinha com a sede porque não tinha acesso, não tinha estrada vicinal. Então vemos uma outra diferença hoje. Nós não tínhamos uma escola com fogão a gás e hoje a gente melhorou muito. E eu te digo uma coisa: a gente vai melhorar muito. Essa semana nós nos reunimos com o pessoal do MEC/FNDE buscando onde fazer melhores colégios pra que possamos dar aula em tempo integral. Nós estamos precisando disso, fazer uma educação diferenciada, mas nós vamos fazer. Infelizmente não fizemos. Foi muito tempo? Foi. Mas o município estava todo sucateado. Nós tivemos que montar um município. Hoje nós temos praticamente um município já bem melhorado.
5. Em relação à saúde, quais o senhor considera os principais avanços e quais os principais desafios para os próximos anos?
Quando eu assumi, nós não tínhamos hospital. Nós tínhamos uma pequena casa de saúde altamente abandonada. Infelizmente, quando ganhamos as eleições, em 1996, eles fecharam o hospital, até jumento tinha dentro. Nós não tínhamos um posto de saúde. Nós tínhamos dois pontos (quartozinhos) que diziam que eram postos de saúde e nada funcionava, nem um curativo. Se você observar nós temos um bom hospital, nós temos quatro bons postos de saúde, estamos construindo mais dois, estamos dotando o município de três ambulâncias. Nós temos um médico. Infelizmente as pessoas dizem: ah, mas falta médico. Falta médico no Brasil como um todo. Mas nós temos aqui cinco médicos constantemente na cidade. Nós temos um hospital com médico permanente no hospital, dois enfermeiros permanentes no hospital. Então, nós temos uma rede de profissionais que no município de Magalhães de Almeida é bom. Não é ótimo, mas é bom. Eu vejo que nós avançamos bastante na saúde. Mas a saúde é uma questão de Brasil. Infelizmente o governo federal maltrata muito os municípios. Os recursos que a gente recebe para o município são muito pequenos para manter uma saúde onde o povo cada dia quer mais. Só pra se ter uma ideia, nós recebemos do Governo do Estado R$ 45.000,00 por mês, enquanto a APAE recebe R$ 15.000,00. Agora imagina o que que a APAE faz e o que que nós fazemos com 45 mil reais. Um médico plantonista hoje é quase 2 mil reais por dia pra ficar 24 horas de plantão. Então, os recursos que a gente recebe é muito pouco. O município faz a parte dele, gasta mais de 16% de sua arrecadação com saúde pública, quando diz que é pra gastar 15%. Nós cumprimos a nossa parte.
6. Temos um novo hospital, mas alguns dos equipamentos ainda não estão funcionando. O que falta para serem utilizados? E qual a previsão para estarem a serviço da população?
O Governo Federal dividiu as ações em alta, média e pequena (complexidade). Nós somos pequena. Aqui em Magalhães de Almeida não era pra ter ultrassom. Nós temos ultrassom funcionando e de alta qualidade. Nós temos ultrassom, aparelho de raio x, laboratório de análises, tem funcionando. Então, eu acho que nós estamos fazendo o que nós não podemos fazer. A nossa meta não era pra fazer o que estamos fazendo e nós fazemos. Cirurgia não era pra se fazer, mas nós fazemos. Eu acho que nós estamos dando uma saúde de qualidade, embora não tendo recursos suficientes para isso.
7. Um dos grandes problemas das cidades atualmente é a questão do lixo. O que o senhor pretende fazer para resolver esse problema?
Nós temos há mais de dois anos, inclusive, mais de R$ 600 mil empenhados junto à Funasa, (Fundação Nacional de Saúde) para fazer um aterro sanitário. E esse processo tá lá pra ser analisado, por falta de técnicos, embora esse recurso não dê mais pra fazer um aterro sanitário decente, como manda a lei. Mas é uma preocupação nossa e nós vamos fazer. O Brasil todo precisa fazer aterro sanitário urgentemente, até porque é uma exigência hoje da saúde. Mas você pode ver que temos um projeto na Fundação Nacional de Saúde, se você analisar, tem lá. Mas até hoje nunca foi nem analisado o nosso projeto, mas demos entrada.
8. Seria viável aqui para Magalhães fazer a coleta seletiva? O senhor já pensou nessa proposta?
Olha, a gente tem brigado bastante pra educar as pessoas a separar o lixo do lixo. Mas as pessoas limpam seus quintais, cortam os pés de manga, varrem seu quintal e jogam no meio da rua como se fosse obrigação do município juntar. Essa educação é uma preocupação nossa, pra que a gente se preocupe em buscar o lixo doméstico, não o lixo de rua, lixo de pé de manga, de quintal e restos de construção. E o município faz tudo isso. Mas a gente quer mudar na próxima administração esse tipo de coisa.
9. No seu programa de governo não consta uma proposta concreta para o meio ambiente. Há algum projeto específico para essa área?
Essa proposta que nós fizemos do plano de governo, foi uma proposta feita às pressas porque não era uma exigência do Tribunal Superior Eleitoral. Então, nós fizemos uma proposta pra cumprir. Não é que a nossa proposta seja esta, a nossa proposta é bem mais ampla, é se preocupar mesmo com o meio ambiente, embora que as pessoas digam: ora, mas os gaúchos estão desmatando tudo isso. Infelizmente é necessário, o desenvolvimento tem que vir. Você vê, o resto do Brasil desmatou. Por que que nós vamos conservar o pouco de nossas chapadas, onde podemos produzir riquezas, enquanto os outros estados, outros países estão desenvolvendo com desmatamento?
10. A minha próxima pergunta é sobre isso. Atualmente estão sendo desmatadas grandes áreas no nosso município para plantações de soja. O senhor é favorável à instalação dessas empresas de monocultura nas nossas terras? O que o município ganha com isso? Na sua concepção a riqueza produzida compensa o estrago gerado pela degradação ambiental?
É como eu te disse, a riqueza se produz, infelizmente, desmatando. A pecuária, a agricultura infelizmente é assim. Se eu disser que eu fico feliz quando eu vejo várias máquinas desmatando, devastando a nossas matas? Não. Mas o município, infelizmente só não pode impedir isso. Quem dá essas autorizações para o desmate é o governo estadual. Se isso traz riqueza suficiente necessária pra compensar? Eu acredito que não. Mas é uma riqueza que traz, são vários empregos que estão se dando pro povo. Se você vê nós temos hoje mais de 150 pessoas trabalhando dia a dia nessas empresas.
11. Mas em termos financeiros, o município arrecada com isso?
Não. Infelizmente os impostos que se recebem são zero. São produtos destinados à importação. Quem ganha é o estado.
12. Mas, por exemplo, para se instalar essas empresas, não teriam que ser feitas audiências para que a população pudesse ser consultada a respeito? Ou pode se fazer de qualquer jeito, apenas comprando as terras, desmatando e plantando?
Seria interessante que fizesse essas audiências públicas para discutir os ganhos e percas, mas, se você observar, existe uma empresa multinacional chamada Suzano que está instalando em Imperatriz uma das maiores siderúrgicas do mundo, que tá sendo instalada aqui nos municípios de Santa Quitéria, São Bernardo, Anapurus, Belágua, Urbano Santos e Barreirinhas. São mais de 100 mil hectares desmatados para plantar eucalipto. São projetos gigantescos que trazem riquezas pro Estado e pro maranhão como um todo, mas infelizmente estão desmatando, mas estão replantando com eucalipto.
13. E quanto ao eucalipto, também há uma grande crítica por ele ataca os lençóis freáticos. Isso também não seria prejudicial para nós, além do veneno e da degradação do solo que aumenta ainda mais a temperatura? Isso tudo não foi colocado na balança antes de se instalar essas empresas aqui e o senhor dá a permissão do uso de solo?
Aqui ainda não tá se plantando eucalipto. Já a soja, é como eu te falei, o crescimento traz essa devastação, essas coisas que tem que analisar. Eu já estive a pensar em fazer um estudo mais detalhado no que que isso pode prejudicar, no futuro, nossas lagoas e nossos rios.
14. Um dos grandes problemas do nosso município é a falta de perspectivas de trabalho, o que faz com que muitas pessoas recorram à prefeitura em busca de contratos ou mesmo a subempregos nos comércios da cidade aceitando ganhar menos da metade de um salário mínimo. Quais as suas propostas para estimular a geração de renda?
É dar educação de qualidade. Só tem uma forma de você buscar o melhor: é estudando mais. Eu vou aqui fazer uma crítica aos jovens. Os jovens deveriam estudar mais. Infelizmente os jovens, hoje, não buscam, não entendem que só tem um caminho, é o estudo. Nós estamos dotando o município disso, nós estamos dotando o município para que a gente possa dar uma educação de qualidade e que as pessoas procurem aproveitar a oportunidade que o Brasil está dando para a educação. No meu tempo você não tinha caderno, não tinha carro. Você andava um ou dois quilômetros a pé e para ainda ter aula com pessoas semianalfabetas. Hoje o Governo Federal está preparando professor, dá o transporte, dá um colégio melhor. Então os jovens tem que aproveitar essa oportunidade impar. Os poucos empregos que o Brasil oferece vem para aquelas pessoas que tem mais capacidade. Infelizmente o maior empregador é o município, não posso mentir. Mas a gente tem abrido concursos públicos sérios, em que as pessoas que tem capacidade passam. Nós temos hoje mais de 1000 funcionários no município, onde nós devíamos ter 700. É o maior empregador? É o maior empregador, sim, mas com aquelas pessoas que de fato passaram nos concursos públicos.
15. Nos últimos anos a população urbana aumentou, ficando empatada com a população rural em número de habitantes aqui no nosso município. A cidade está preparada para este crescimento? Como o senhor pretende ordenar esse crescimento urbano e evitar os problemas sociais e de infraestrutura que podem advir da concentração populacional urbana?
É uma preocupação nossa. Eu te confesso que eu já abri muitas vilas aqui. Uma das coisas que eu mais tenho buscado junto ao governo federal e estadual é mais conjunto habitacional para a cidade. Mas nós temos terra. O município tem vários lotes para atender a demanda, mas eu tô segurando para que eu transforme esses lotes em construção de vilas de casas. O deputado Pedro Novais me prometeu que daria para nós no próximo ano 500 casas. Eu tenho os lotes para 500 casas, a gente já comprou essas terras e já tem água nesses lotes. Falta esses recursos para a gente poder construir essas casas e atender essa demanda de pessoas que estão casando, que estão morando com os pais. É uma preocupação nossa.
16. Quais as suas propostas para incentivar a agricultura familiar, a pesca e outras atividades inerentes ao campo?
Nós temos o projeto Tabuleiros de São Bernardo, que é um dos maiores projetos que o Nordeste tem. Foi empenhado no ano passado quase R$ 180 milhões para esse projeto. Esse projeto é a salvação para a nossa região, para a nossa agricultura. Mas infelizmente o Governo Federal não tem olhado com bons olhos para a agricultura. Se você ver na televisão, há tantos milhões para a agricultura familiar. Tu vai no banco faz 200 propostas, aprovam 30. Então, precisa que o Governo Federal, de fato, leve esses recursos para as pessoas lá da ponta, lá do interior. Se você vai no Banco do Brasil e reclama para o gerente, mas não tem pessoal para atender a demanda dos projetos. Nós temos uma equipe de pessoas que nós demos (fizemos) mais de 300 propostas, eu te digo que não foram aprovadas 50. Nós temos um bom técnico agrícola, nós temos um agrônomo. Mas o banco não faz a parte dele, não fornece recursos suficientes para agente poder levantar o crescimento da nossa agricultura familiar.
17. Em relação ao projeto Tabuleiros, fica ali nas Trincheiras, a grande parte da população do lado de cá não trabalha por ali, como o pessoal da beira da Lagoa, Melancias, Porto de Melancias e também aqui na cidade. Esse povo, embora se beneficie indiretamente, porque alguns produtos são comercializados aqui, não tem perspectivas de crescer em termos de agricultura familiar. O senhor observa isso? Tem alguma ideia de como atender essas pessoas também?
Antes as pessoas reclamavam que nós não tínhamos uma energia de qualidade para fazer pequenas irrigações, pra poder plantar. Mas se você observar bem o custo-benefício, as pessoas hoje não querem plantar mais arroz. Nós tínhamos várias lagoas na beira do rio, onde a maior plantação nossa era de arroz. Hoje as pessoas não plantam mais arroz porque o arroz que chega no comércio é mais barato do que o que se produz. É a questão do custo-benefício. Então, não se planta mais arroz porque o que vem de fora vem com um preço bem menor. É uma das coisas que a gente não entende, não há incentivo para que a gente possa produzir o nosso arroz e comprar. Fala-se muito em compra direta: produz que o Governo Federal compra. Isso é só no papel, de fato isso não funciona. Nós mandamos nossos técnicos para as reuniões da compra direta, mas não funciona. Se houvesse, de fato, a compra direta para assegurar a compra do produtor - tu produz arroz e feijão que o município vai comprar – mas o Governo Federal não tá cumprindo a parte dele, que é repassar recursos para o município. Mas eu vejo que ainda se produz muito: melancia, se produz muito feijão. Mas hoje os velhos troncos das nossas famílias que produziam, de fato, o fumo, o arroz, o feijão, o milho, não plantam mais porque os filhos não querem seguir aquilo que os pais faziam. Então você não vai incentivar porque muitos dos jovens viram os pais ficarem velhos morrendo na roça e nada produziram, não enricaram. Os jovens de hoje não querem seguir os passos do pai. Então, o incentivo que eu digo é que os filhos desses velhos troncos estudem para ser alguém na vida, porque infelizmente a agricultura te dar o que comer, mas não te dar o que sobreviver.
18. O nosso povo vem de uma cultura paternalista e assistencialista, recorrendo ao prefeito para coisas que não são de sua competência, como, por exemplo, pedir dinheiro para resolver problemas pessoais. O senhor vislumbra alguma perspectiva de mudança dessa cultura?
É estudo, é a formação das pessoas. A pessoa quando estuda fica com uma visão maior, ela fica com vergonha de pedir, ela busca alternativas por si mesmo. Quando você não estuda, você às vezes vai pedir. Mas quem estuda, quem aprende, quem tem uma visão maior de vida, busca soluções para os seus próprios problemas. Então, é o estudo que muda isso.
19. Há alguns meses atrás o vereador Emerson Borges levantou muitas denúncias contra sua administração. Interesses eleitorais à parte, eu destaco aqui duas: o uso de laranja em contratos de locação de transporte escolar e um suposto contrato com uma empresa de coleta de lixo no valor de R$ 1,5 milhão. O que o senhor tem a dizer em sua defesa?
Olha, o Merson vai fazer quatro anos como vereador. Ele não fez um projeto de sindicância para buscar os malfeitos, porque as prestações de contas realmente vão para a Câmara Municipal, vão para as mãos deles. O que aconteceu: o município precisava dar apoio na área da saúde, dar transporte para levar os médicos, enfermeiros para os povoados e infelizmente fizeram um recibo. Tem uma empresa que presta serviço pra isso, os carros que dão apoio aos PSFs, e o carro do Badá era um dos que estavam dando apoio. Todo mundo sabe que esse carro dá apoio sim. Então colocaram um recibo erradamente no nome do Badá. Erradamente, porque ele jamais podia, até pela função que ele exerce. E vereador não pode alugar nada para o município. Mas o carro dava suporte, de fato, aos PSFs. Quanto à questão da coleta de lixo, em todos os municípios do Brasil se faz limpeza, coleta, capina e nossa cidade é uma cidade limpa. Aquele valor foi estimado para quatro anos, o problema é que ele não fala a verdade. Aquele valor era estimativa para quatro anos, mas o que foi pago de fato não é aquele valor. A nossa cidade é uma cidade limpa, se considera uma cidade limpa. Então, isso custa, custa dinheiro.
20. Mas o que me refiro não é exatamente ao seu Badá. Segundo informações era alguém que foi até funcionário do seu irmão que tinha assinado recibo no valor de 18 mil reais. Isso procede?
Isso é sobre o transporte escolar. Tinha quatro ônibus escolares que faziam o apoio antes da gente receber esses ônibus novos. E uma empresa é alugada no nome de Zé Maria - Zé Maria Facão - não sei o nome dele. Mas os carros existiam, trabalhavam para o município, prestavam serviço. Entendeu? O carro era do meu irmão, porque meu irmão não pode alugar carro para a prefeitura. Seria crime se os carros não existissem. Mas os carros existiam, os carros trabalhavam e por um preço muito baixo, em torno de R$ 4 e 3 mil quinhentos por mês, enquanto outros carros se alugam por R$ 7 ou 8 mil. Mas os carros existiam e prestavam serviço para o município. Então, eu não vejo nenhum crime nisso.
21. O senhor tem parentes empregados na administração. No passado não havia muitas críticas, mas atualmente a sociedade se mostra desfavorável a essa prática, que é taxada como um vício administrativo. Como o senhor vê isso hoje?
Criaram leis impedindo que parentes trabalhassem nos municípios, mas deixaram brechas para que secretários pudessem trabalhar. Então, nós estamos obedecendo ao que a lei manda. Não vejo nada de mais nisso.
22. No seu plano de governo existe a proposta de implantar o orçamento participativo, algo que já realidade em muitos municípios. Por que só agora esta ideia aparece no seu plano de governo?
O município é muito pequeno. A gente tem procurado levar para as comunidades os benefícios de forma muito participativa. O que as pessoas querem nas suas comunidades? Querem ter água, querem ter posto de saúde, querem ter um bom colégio, estrada vicinal. E uma das coisas que infelizmente não tinham eram kits sanitários. Se você observar: Santa Maria, todo mundo recebendo kit sanitário; Alto do Cedro está recebendo agora. Você vê em Entre Ladeiras todo mundo recebeu kit sanitário. Você vem bem aqui para Oitis, todo mundo recebeu kit sanitário e Vargem Grande vai receber agora. Então, são obras que nós sabemos que o povo quer. Se eu chegar em qualquer povoado e perguntar, eu não preciso nem perguntar, eu sei o que é mais necessário se fazer. Então, a gente tá buscando aquilo que é mais necessário, mais urgente se fazer e eu tô fazendo isso e vou continuar fazendo como prefeito novamente.
23. Em relação à transparência na aplicação dos recursos públicos, como o senhor pretende trabalhar isso, já que é uma exigência da lei federal para que as prefeituras e os órgãos públicos se adequem a essa nova realidade e estejam sempre mostrando as receitas e os gastos da administração?
Hoje qualquer pessoa acessa na internet o que se recebe, os convênios que se recebe. E a Câmara Municipal recebe a prestação de contas anual de tudo o que se recebeu e do que o município gastou e a internet está mostrando tudo no dia a dia. Quando se faz um convênio com o Governo Federal, nós mandamos para a Câmara Municipal, mandamos pra igreja, pra sindicato, pra todo mundo. Então, hoje não se faz nada mais escondido. Tá aí a cidade transformada em obras, essas obras que estão sendo feitas. Nós temos mais de 20 obras em andamento. São fluxos disso. As pessoas sabem que está se gastando dinheiro com as obras que estão aí na cidade. Onde tu andar nós estamos fazendo obras.
24. Mas não seria interessante que fosse mostrado para a população de forma mais incisiva como estão sendo aplicados os recursos, que não seja somente para a Câmara, pois muitas vezes fica lá sem o acesso da população? Se bem que a população não procura muito saber.
Mas olha, se você observar alguns municípios brasileiros (aqui no maranhão eu conheci uns três municípios que faziam a prestação de contas financeira mensal em telões, em murais) as pessoas não veem isso com bons olhos não. Às vezes é demagogia de alguns querer fazer isso. O que tem que fazer é fazer com que teu município cresça, desenvolva, para as pessoas possam olhar e ver o que está sendo feito. É chegar nas comunidades e ver as comunidades melhores. Isso é a melhor prestação de contas que se faz. O prefeito, o poder público tem que fazer é isso, buscar soluções para os problemas que o município tem. É a maior prestação de contas quando você traz resultado. Eu vou para o meu quarto mandado de prefeito. Se tu me perguntar em quantas casas eu já fui pedir voto – as pessoas dizem que eu saio comprando voto – eu fui em duas casas. Uma foi na Vargem Grande que uma pessoa mandou me chamar, e eu fui lá. E fui na casa de uma outra pessoa bem aqui, que é o seu Luís do Pastor. Magalhães de Almeida tem quase quatro mil, cinco mil residências, e eu fui em duas. As pessoas votam em mim pelo o que eu tô fazendo e pelo o que eu já fiz e eu acredito que vão votar novamente pelo o que eu tô fazendo pela cidade, cidade que não é minha, que é de todos nós. Eu faço tudo pela cidade, pelo amor que eu tenho por isso aqui, não é para mim ganhar dinheiro, como dizem que eu faço as obras para sobrar dinheiro para fazer isso e aquilo. Eles são tão burros, infelizmente tão burros, que não existe isso. Eu faço sempre melhor. Eu sou taxado como o prefeito que faz as boas obras e eu quero continuar fazendo assim. São poucos municípios que tem tantos convênios com o Governo Federal e estadual como o nosso. Mas eles são incapazes de mostrar as coisas boas que eu já fiz. Não teve um vereador, acredito que nem da oposição, nem do governo, que foi olhar o balneário que está sendo construído na lagoa do Bacuri. Vai ser um dos maiores balneários do Nordeste. Ninguém nunca me perguntou pra dizer: ele é ladrão, ele é isso, ele é aquilo, mas tá fazendo uma grande obra como um todo. É um balneário que vai trazer um desenvolvimento turístico para a região. Mas eu tô preocupado com uma outra coisa: é dotar a lagoa do Bacuri com um nível de água maior. Isso eu vou fazer. Logo que passar as eleições, nós estamos com um projeto para mantermos o nível da água mais três metros acima para que ele possa ficar melhor. Eu quero continuar fazendo o que eu mais gosto que é fazer minha cidade cada vez melhor.
25. Em relação a esse projeto, como será a administração? Vocês vão conceder para alguma empresa? É assim que vai acontecer?
É sim. É isso.
26. E há alguma previsão de acabar as primeiras obras para que isso seja usufruído?
Até janeiro a gente já pode usufruir de alguma coisa do projeto. O projeto de banho e restaurante eu acredito que sim, mas o projeto em si vai todo 2013. O projeto é muito ambicioso, é bem grande.
27. Na sua visão o que mais pesa a favor e o que mais pesa contra a sua campanha?
A minha campanha? Eu confesso que não tenho me esforçado tanto. Eu tô mais observando do que fazendo. Eu fiz dois comícios, três comícios, não fiz visita casa por casa e nem acho que vou fazer porque, impressionante, mas não costumo fazer. Eu fiz isso em 1996 quando as pessoas não me conheciam, mas pra mim uma das piores coisas do mundo é você chegar numa casa e pedir um voto, eu não me sinto bem. Eu acho que o voto é uma coisa muito espontânea. As pessoas dizem que eu compro voto, mas se eu não vou na casa das pessoas comprar voto, como é que eu compro voto? Não é verdade? As pessoas votam em mim pelo o que eu tô fazendo, pela simpatia, pela pessoa que eu sou. Eu nunca mudei, eu sempre sou a pessoa que eu sou. Se sou agressivo, grosso ou ignorante? Às vezes sou, eu não sou é falso. Se eu não gosto, eu não gosto. Se eu gosto, eu gosto. Mas eu não sei conviver com as pessoas que eu não gosto. Meu ciclo de amizades são com pessoas que eu gosto, que eu confio. Eu gosto de todo mundo. Os ricos não gostam de mim porque eu não vou adular eles, eu me dou mais com a pobreza, eu sou mais ligado às pessoas mais pobres.
28. O que o senhor diria de mensagem para os seus eleitores?
As pessoas terão nesses próximos quatro anos o mesmo prefeito que eles tiveram durante esses quase 16 anos, uma pessoa voltada para trazer os benefícios para a cidade, para que a cidade se torne cada dia melhor, onde as pessoas possam viver melhor e venho me preocupando muito para acabar com a desigualdade social. Uma das maiores preocupações que eu tenho hoje é com a questão habitacional. Emprego é uma coisa que se você falar: ah, eu vou trazer emprego. Mas não é fácil trazer emprego. As indústrias vêm para cá? Não vem. O que eu peço é que as pessoas estudem mais para buscar os empregos que o município tiver que disponibilizar. E as pessoas acreditarem em Neto Carvalho, porque ele é a mesma pessoa, sempre foi: bom, às vezes ruim, mas uma pessoa que sempre busca a solução dos problemas do município.
29. Sem querer induzi-lo, mas uma das alternativas que se fala muito é a questão da economia solidária. Não seria interessante da parte do poder público incentivar esse tipo de economia já que para cá dificilmente virão empresas, há não ser aquelas que vêm para plantar soja.
Olha, a gente pensa muito. Eu já pensei em fazer um fundo municipal de assistência para que a gente possa fazer um sopão diário para as pessoas mais pobres. Eu tenho muito medo de se acostumarem com isso, de as pessoas não buscarem por si mesmo as soluções para os seus problemas. Esse é um problema, mas eu me preocupo muito com essa questão de dar condições para as pessoas mais carentes do meu município, tanto é que as pessoas dizem: ah, mas ele dá muito! Mas para quem já passou fome, já passou necessidade, é muito difícil quando você tem, uma pessoa chega te pedindo e você não atende. E sentimento eu tenho. Esse sentimento de não ter o calçado, não ter a roupa, não ter aquilo que a gente gostaria de ter, eu já passei por isso. Então, é mais fácil para mim. É por isso que às vezes as pessoas dizem pra mim que eu sou bom. Eu sou bom porque eu sei o sentimento de uma pessoa que já passou fome, de uma pessoa pobre, pessoa que já teve um pai que saia pra pescar para depois dar o que comer para os seus filhos. Esses princípios eu nunca esqueci e não quero esquecer nunca por mais alto patamar que eu esteja. Eu não quero jamais ter e ficar olhando de cima aquela pobreza e rindo daquela pobreza. Eu não sou pessoa pra isso. Eu quero ver as pessoas vivendo bem. Infelizmente a gente não tem recurso, não pode resolver o problema de todo mundo, é muito difícil. Mas eu tenho certeza que eu já melhorei a vida de muita gente e isso é que me fortalece.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Os tipos de eleitores mais conhecidos


Por Claudio Costa
Prezados leitores, em tempos de eleição vemos de tudo. Costumamos falar mal dos candidatos mal-intencionados, mas esquecemos que toda essa corrupção ocorre pela falta de consciência cidadã de nossos eleitores. Tudo isso é retrato de uma cultura clientelista e paternalista, enraizada no imaginário do nosso povo e que dificilmente será mudada. Só com muita educação e olhe lá. Pensando nisso, vou elencar aqui dez tipos de eleitor mais conhecidos. Talvez esqueça de alguns, mas  no geral é mais ou menos por aí. E nesse meio tem pessoas que se enquadram em vários perfis.
1. O apaixonado: esse é aquele que briga pelo candidato, só consegue ver seus pontos positivos, grita ao ouvir seus discursos, parece mais um daqueles torcedores fanáticos. Esse está fadado  à ignorância. Nem vale a pena discutir com ele.
2. O agradecido: é o que recebeu algum favor ou benefício pessoal de determinado candidato e por isso vota nele, sem nem mesmo olhar sua conduta pública. Para esse eleitor o que vale é o que o candidato fez por ele. É um dos mais comuns que encontramos. Infelizmente a gratidão pessoal não é um dos melhores critérios para a escolha de um representante público.
3. O leiloeiro: para o eleitor leiloeiro, ganha seu voto quem lhe der mais. Ele assume compromisso com todos que batem à sua porta, mas vota no que lhe pagar melhor. Desse eleitor os políticos tem medo, pois podem está gastando dinheiro sem ter resultado.
4. O negociador: esse é o que faz do voto uma espécie de negócio. Esse tipo de eleitor barganha sempre alguma coisa (dinheiro, material de construção, promessa de emprego etc.) para se beneficiar. Como os outros anteriores, não observa muito o histórico dos candidatos, afinal, negócio é negócio, e depois de fechado, caso encerrado.
5. O simpatizante: O eleitor simpatizante é geralmente o que escolhe pela simpatia, aparência ou pela forma como o candidato lida com o povão. Esse eleitor tem tendência a optar por candidatos populistas. Se o candidato for daqueles que cumprimenta todo mundo, já ganhou seu voto.
6. O panelinha: o eleitor panelinha é aquele que de alguma forma se beneficia da máquina pública, seja emprego ou qualquer outra forma que lhe renda um benefício do governo. O eleitor dessa categoria é ciente das mazelas administrativas, mas defende com unhas e dentes o lado em que está, pois é a sua pele que está em jogo.
7. O duas caras: é o eleitor que finge está de um lado, mas na verdade está de outro.
8. O Maria vai com as outras: esse é aquele que não sabe perder e por isso pende sempre para o lado mais forte, ou que aparenta estar mais forte. Para esse eleitor, votar num candidato que perde é um desperdício, por isso ele procura sempre candidatos que tem quase certeza que serão eleitos. Esse não tem opinião alguma, o que vale mesmo é seguir a maioria. Me perdoem, mas na minha opinião esse nem deveria votar.
9. O pau-mandado: O eleitor pau-mandado não tem opinião própria, geralmente tem alguém que lhe orienta em quem tem de votar. Às vezes quem manda é o patrão, alguém da família, ou qualquer outra pessoa com quem mantém um relação de submissão. Esse eleitor parece ainda viver no tempo do coronelismo ou da ditadura, infelizmente não se emancipou como cidadão.
10. O consciente: este é quase inexistente. O eleitor consciente vota observado os critérios mais éticos possíveis: trabalho, honestidade, transparência, compromisso público, histórico, políticas públicas, propostas de governo etc. Esse eleitor pesa os prós e os contras de cada candidato, usando como parâmetro esses critérios, e a partir daí faz a sua escolha. Se todos os eleitores fossem conscientes, os governos com certeza seriam diferentes, pois as exigências também seriam diferentes.
E aí, em qual você se enquadra? Teriam outros tipos, no entanto vou ficar por aqui para não alargar a fila. A lista aqui citada é só para você perceber que no meio de tantos tipos de eleitores o voto consciente fica praticamente perdido e é por isso que as coisas dificilmente mudam, porque as escolhas não são pautadas em valores éticos. Por isso é válida a frase popular: "o povo tem o governante que merece". O governante realmente é a cara do povo que o elege. É claro que isso não exime a culpa daqueles que são eleitos para representar o povo e zelar pelo bem comum, mas mostra claramente o mundo em que estamos inseridos, de pessoas individualistas com quase nenhum senso de coletividade. Todos esses vícios se refletem na política e prejudica o ideal de democracia que tanto sonhamos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Confira as propostas dos nossos candidatos para o esporte e lazer

Esporte e lazer são ferramentas importantes para ajudar os cidadãos a se desenvolver, em especial os jovens, os quais precisam de alternativas para não se envolverem nas drogas ou outras situações de risco. Aqui estão as propostas dos nossos candidatos a prefeito no que diz respeito ao esporte e lazer.
PROPOSTA DE NETO CARVALHO
1. Difundir a atividades física como prática saudável, através da criação de projetos itinerantes relacionados à saúde, esporte e lazer.
2. Valorizar o futebol de campo como espaço de convivência coletiva.
3. criar programas que promovam abertura das escolas públicas nos fins de semana, realizando atividades como capoeira, danças, oficinas culturais e palestras de interesse da comunidade.
4. Integrar o esporte à educação, através da promoção de estudos sobre esporte, educação e saúde de forma interdisciplinar.
5. Promover eventos esportivos, através da montagem de um calendário esportivo, integrando a zona urbana e zona rural.
PROPOSTAS DE COSTA JUNIOR

1. Implantar Ruas e Praças de lazer, dando a elas iluminação adequada e segurança nos finais de semana, organizando-as como um ponto de encontro e um espaço adaptado às necessidades de cada comunidade. É o PROJETO ESPORTE PARA TODOS, no qual professores e representantes da comunidade desenvolverão atividades como torneios de dominó, dama, xadrez para os mais idosos, até campeonatos de vôlei, basquete, futebol, peteca, gincanas, jogos populares, etc.

2. Desenvolver o Programa Escola Aberta em convênio com o MEC para promover a abertura das escolas públicas nos fins de semana, realizando atividades como torneios esportivos, capoeira, dança e jogos de salão, oficinas culturais, videoteca e palestras de interesse da comunidade.

3. Implantar o calendário de eventos esportivos, que geram emprego e renda.

4. Realização de uma ampla política esportiva nas comunidades, em parceira com o governo federal, auxiliando os jovens com a BOLSA-ATLETA e outros projetos sociais federais, afastando-os da influência do tráfico de drogas e oferecendo a eles um caminho saudável e uma alternativa de profissionalização;

5. Implantar os passeios públicos, construindo pistas para caminhada, playground, áreas para atividades corporais ao ar livre e formação da comunidade, além de quadras e campos esportivos na sede e na zona rural.

6. Fortalecer as práticas esportivas na rede de escolas municipais, começando pela iniciação esportiva, passando pela disseminação do esporte em larga escala e em diferentes modalidades, até a descoberta de talentos para o esporte competitivo.

7. Criação e/ou implementação da liga esportiva de Magalhães de Almeida abarcando o futebol, futsal, voleibol e outros esportes.

8. Valorizar o futebol de campo como espaço de convivência coletiva e democratizar o uso dos campos destinados à sua prática.  

9. Criar e regulamentar o campeonato magalhense de futebol.  

10. Criação dos JEMAG’S – Jogos Estudantis Magalhenses.  

11. Construir quadras poliesportivas em escolas das zonas urbana e rural.  

12. Equipar as escolas municipais com recursos humanos e equipamentos necessários ao desenvolvimento de atividades físicas, recreativas e de lazer.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Professores da UFMA encerram greve

Clarissa Carramilo Do G1 MA

Após 115 dias de paralisação, os professores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) decidiram, em votação realizada nesta quarta-feira (12), encerrar a greve no Estado. A votação manteve a decisão tomada semana passada, quando a categoria resolveu, em assembleia geral, aprovar a suspensão unificada da greve para a próxima segunda-feira (17). 

A vice-presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma), Denise Bessa, informou ao G1 que a proposta vencedora pretende dar continuidade à luta da categoria, mas em atividade. "Não temos mais condições de permanecer paralizados, mas vamos dar continuidade à mobilização e reivindicações por melhorias", avisou a professora. 

A data de retorno às atividades foi mantida para a próxima segunda-feira (17), quando uma aula pública deve ser ministrada e os conteúdos retomados a partir de onde pararam no dia 21 de maio. Nesta quinta-feira (13), os professores devem fazer uma panfletagem na entrada do Campus do Bacanga e dialogar com os estudantes sobre o movimento grevista. 

A Pró-reitoria de Ensino (Proen) da UFMA deve divulgar um novo calendário acadêmico com as datas de encerramento do semestre, colação de grau e apresentações de monografia, por exemplo. 

A decisão tomada pela Apruma é contrária ao posicionamento do comando nacional da greve, que informou, na última segunda-feira (10), por meio de nota divulgada no endereço eletrônico do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), ser "a favor da manutenção da greve, assim como da intensificação da mobilização e do embate". 

Com a paralisação, os professores das instituições federais de ensino conseguiram reajuste mínimo de 25% para todos os docentes e de 40% para professores com titulação maior e em dedicação exclusiva, além de 4% concedidos em medida provisória. O aumento deve ser pago em três anos e representa impacto de R$ 4,2 bilhões no orçamento do governo federal.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PROPOSTAS DOS CANDIDATOS PARA A ASSISTÊNCIA SOCIAL E CULTURA

Dando prosseguimento à divulgação das propostas dos candidatos para os setores estratégicos do nosso município, hoje vamos tratar de duas áreas importantes: assistência social e cultura. Observe com atenção, tire suas dúvidas e cobre de quem for eleito. Os textos não tem modificações dos que estão nos planos de governo.
PORPOSTAS DE NETO CARVALHO PARA A ASSISTÊNCIA SOCIAL
1. Garantir maior eficácia e eficiência às políticas e programas sociais da atualidade disponíveis em vários níveis de governo (federal, estadual e municipal) consolidando-os, integrando-os prioritariamente para o atendimento das famílias mais pobres do município.
2. Planejar as ações de assistência social tendo como centro a família e a comunidade.
3.  Fortalecer os espaços de participação dos diversos segmentos sociais, através de reuniões de integração e conscientização dos direitos e deveres do cidadão.
4. Promover eventos intersetoriais de fortalecimento da cidadania por meio de um processo de mobilização social.
5. Promover ações que gerem atividades produtivas com criação de emprego e renda para as camadas mais necessitadas.
6. Implementar o atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para atender a demanda do município em especial as regiões de maior vulnerabilidade.
7. Articular com os movimentos sociais de apoio aos deficientes.
8. Promover atividades sócioeducativas para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, com destaque para as ações voltadas à permanência e ao sucesso na escola.
9. Garantir espaços de convivência, lazer e desenvolvimento à população da terceira idade.
10. Administrar ações de prevenção direcionadas a adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.
11. Desenvolver projetos sociais voltados para as comunidades de baixa renda destinados ao resgate da cidadania.
12. Apoiar e incentivar movimentos culturais e de solidariedade social da juventude, garantindo e fomentando espaço de lazer e programação cultural de qualidade, em especial nos finais de semana.
13. Realizar campanhas educativas e de sensibilização para prevenção e combate ao uso de drogas.
14. Atuar de forma integrada com o conselho tutelar.
PROPOSTAS DE COSTA JUNIOR PARA A ASSISTÊNCIA SOCIAL
1. Fortalecer os serviços e políticas de proteção social básica.
2. Facilitar o acesso das famílias, dos programas, projetos, serviços, benefícios sócio-assistenciais e à rede de serviços.
3. Ampliar a municipalização dos programas assistenciais.
4. Fortalecer os programas sociais de transferência de renda (Bolsa Família, PETI e Bolsa Trabalho, realizando articulação e integração das ações com a rede de serviços.
5. Fortalecer e ampliar as parcerias com entidades sociais, as organizações da sociedade civil e o empreendedorismo social.
6. Firmar parcerias com as universidades Federal e Estadual do Maranhão para apoio às entidades sociais no campo da extensão universitária.
7. Promover o aperfeiçoamento técnico das equipes de profissionais das entidades sociais e do voluntariado; incentivar a qualificação da gestão das entidades, de programas e projetos.
8. Aumentar a rede de entidades conveniadas para atendimento às pessoas deficientes.
9. Fortalecer a Rede Social para dar visibilidade e sustentabilidade às ações, contribuindo para o fortalecimento institucional.
10. Ampliar as políticas voltadas à criança e ao adolescente, fortalecendo o protagonismo infanto-juvenil
11. Implantar um Centro para a juventude funcionando durante o dia todo, com atividades de lazer, cultura e esportes e atividades complementares a educação formal.
12. Criar o programa municipal de capacitação de cuidadores de idosos, com o apoio de outros parceiros e integrando as ações do estado e do município.
13. Garantir o pleno funcionamento dos Conselhos de Políticas Públicas do município, oferecendo capacitação aos Conselheiros e assegurando a participação ativa de representantes da sociedade civil, vão deliberar sobre as políticas municipais necessárias para garantir os direitos das crianças;
14. Propiciar condições para que a família ofereça ambientes pacíficos, seguros e adequados ao desenvolvimento integral de seus filhos e se fortaleça como família que protege: implementar políticas públicas integradas de apoio às famílias e fortalecimento do ambiente familiar, oferecendo atividades e formação para que os pais ou responsáveis pelas crianças e adolescentes estejam melhor preparados para administrar os diferentes conflitos dentro de casa;
15. Assegurar a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes apoiando suas famílias e suas comunidades com políticas públicas de planejamento familiar e psicossocial: dar apoio aos grupos vulneráveis, como, por exemplo, pessoas com dependência química e alcoolismo. Promover a geração de emprego e renda para os adultos, oferecendo condições necessárias para evitar o afastamento de crianças e adolescentes de suas famílias;
16. Combater a violência doméstica caracterizada pelos maus-tratos físicos e psicológicos, negligência e abuso sexual: realizar campanhas públicas estimulando denúncias de abusos, qualificar os profissionais das redes de saúde, educação, assistência social e os conselheiros tutelares para identificar esses casos e prestar o atendimento adequado às crianças, adolescentes e suas famílias;
17. Prevenir e enfrentar a violência e a exploração sexual de crianças e adolescentes em todas as suas manifestações; mapear a situação no município; fortalecer os mecanismos de repressão desses crimes e responsabilização dos culpados, aprimorando também a rede de proteção social das crianças e adolescentes; adotar políticas públicas de prevenção e atendimento das vitimas e de suas famílias.
18. Prevenir, combater e erradicar do município o trabalho infantil em todas as suas formas: mapear a situação no município, identificando crianças e adolescentes explorados, oferecendo programas de geração de emprego e renda para os adultos das famílias.
19. Assegurar a participação de crianças e adolescentes nas decisões políticas do município: incentivar meninos e meninas a estarem presentes nos Conselhos de Direitos. Promover atividades que facilitem sua participação na elaboração do Orçamento Municipal.
20. Garantir serviços sócio-educativos para crianças, adolescentes e jovens na faixa etária de 06 a 24 anos, visando proteção, socialização e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
21. Oferecer educação continuada aos trabalhadores da Assistência Social sobre as políticas de Proteção Social básica e Especial.
22. Implantar a rede municipal de tele centros, aproveitando na capacitação da população para o uso da Internet e em atividades profissionalizantes.
PROPOSTAS PARA A CULTURA
PROPOSTAS DE NETO CARVALHO PARA A CULTURA

Nessa área não foi apresentada nenhuma novidade, apenas a proposta de melhorar o que já existe, como afirma o texto abaixo extraído do plano de governo:
"O governo Neto Carvalho muito investiu neste setor. Mas quer continuar investindo e melhorando ainda mais para consolidar sua política cultural já implementada. Mantendo e aprimorando as festas culturais já existentes, como as festas juninas, festejos religiosos, aniversário municipal".
PROPOSTAS DE COSTA JUNIOR PARA A CULTURA
1. Implementar a biblioteca pública municipal e implantar um novo sistema gerencial de controle dos livros. É o PROJETO LIVRO AMIGO. Instalar bibliotecas nos bairros mais distantes, em locais de difícil acesso. Destinar recursos para aquisição de acervo, equipamentos, contratação e treinamento de pessoal por meio de leis de incentivos culturais, colaboração com Imprensa Oficial do Estado, a iniciativa privada e organismos internacionais.
2. Garantir a compra de uma maquina Braille para a nossa biblioteca.
3. Garantir a presença de jovens em estágios nas bibliotecas dos bairros e como monitores nas atividades de cultura, lazer e esporte, onde aprenderão diversos ofícios e, ao mesmo tempo, terão contato com muita informação.
4. Implantar o programa de inclusão digital também em parceria com o governo do estado, organismos sociais, internacionais, através de convênios. Além disso, tentar parceria com empresas de telecomunicações, Sebrae, Sesc, etc.
5. Estreitar a relação cultural entre a prefeitura e a população, reconhecendo sua importância como atividade econômica, geradora de emprego e instrumento de educação e de integração social.
6. Criar mecanismos permanentes de divulgação dos eventos culturais, especialmente os gratuitos, entre a imensa parcela da população hoje excluída, muitas vezes, por pura e simples falta de informação.
7. Criar uma política estratégica para o turismo cultural; fortalecer a dimensão cultural do turismo e a agregação de valor cultural aos produtos de Magalhães de Almeida; desenvolver e divulgar o calendário oficial de atividades culturais que favoreçam o fomento do turismo na cidade; facilitar o transporte até os locais dos eventos.
8. Apoiar os movimentos artísticos e criar o Centro Cultural de Magalhães de Almeida com espaço adequado para exposição de Arte, Sala de Vídeo, Salas para Oficinas, e um auditório equipado e adequado para apresentações de vídeos e peças teatrais.
9. Qualificar especialmente os jovens para o mercado de trabalho cultural, esportivo e de lazer, apoiando a formação de gestores, monitores e técnicos, especialistas em turismo receptivo etc.
10. Ampliar a oferta de cultura e entretenimento pelas regiões, especialmente nas regiões mais carentes de recursos, criando circuitos de música, teatro e artes plásticas que percorram a cidade ao longo do ano, durante os finais de semana, aproveitando os equipamentos já existentes na rede pública de educação municipal e estadual.
11. Revitalizar e potencializar o funcionamento da biblioteca pública municipal a fim de que a mesma cumpra o seu papel de órgão fomentador de conhecimento e cultura e implantar bibliotecas rurais nos povoados Melancias, Bacuri e Trincheiras;
12. Criação de um Calendário Anual de Eventos que fortaleça as festas tradicionais da cidade e a criação de novas festividades, como a Vaquejada, Festival de Música, Gincana de Artes Plásticas, Festival Gastronômico etc. com shows de grandes artistas e de artistas locais e, definir um Grande Evento Anual que possa projetar *Vitorino Freire* em nível estadual e nacional e, quiçá internacionalmente.
*Acredito eu que, ao invés de Vitorino Freire, seria Magalhães de Almeida. Esqueceram de apagar este item da cópia.
13. Implantação da Escola Municipal de Musica e manutenção de bandas de músicas, bem como o apoio às promoções e aquisição de instrumentos e demais atividades desenvolvidas por essas entidades.
14. Criação de linhas de ação para o apoio à produção e a comercialização do artesanato local e implantar uma Feira Permanente de Artesanato com o objetivo de captação de recursos financeiros, exposição e comercialização da produção.