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terça-feira, 19 de março de 2013

Chuva volta a cair no dia de São José


Os últimos três meses tem sido de apreensão para os agricultores de nossa região. Não choveu a metade do que costuma chover nesse período, o que ocasionou muitas perdas nas plantações. Agricultores como o sr. Vicente já perdeu duas plantações de feijão, milho e mandioca. E com o preço da farinha nas alturas a preocupação com a safra é ainda maior.

Mas nos últimos dois dias a natureza parece ter dado um sinal de agora as chuvas vão cair com regularidade. Hoje, dia de São José, amanheceu chovendo, o que alegrou os agricultores. O santo é o mais querido dos nordestinos quando o quesito é pedido de chuva.

De janeiro para cá, período que normalmente chove com regularidade, o intervalo entre uma chuva e outra chegou a 20 dias. Poucas plantações sobreviveram. Espera-se que agora, com as bênçãos de São José, o "inverno" realmente chegue de vez e faça a alegria de nosso povo.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Matadouro funciona em estado precário

A carne é colocada no coro do prórpio boi para evitar contato com o chão

As condições sanitárias e de higiene do local onde matam gado em Magalhães de Almeida não é das melhores. Nem precisamos fazer um relato escrito, as imagens  falam por si só. Os abatedores fazem o que podem para não expor a carne a contaminações, mas mesmo assim os riscos são iminentes.
 
Com o aumento da população, a demanda por carne também aumentou, com isso também há a necessidade de um local mais adequado para o tratamento dos animais abatidos. No ano passado o governo municipal recebeu mais de R$ 200 mil do governo do estado para a construção de um abatedouro, porém ainda não temos informações sobre em que pé anda o projeto. Enquanto isso, o jeito é consumir a carne abatida nessas condições em que vocês podem ver.

O chão não conta com cerêmica para facilitar a limpeza

As víceras são tratadas próximas da carne

O cenário é propício para a proliferação de bactérias

A carne é transportada em carroças

quinta-feira, 14 de março de 2013

Vereadores assinam ponto de dois dias mas só trabalham um


Mal o ano começou e ela já tomou de conta de alguns de nossos representantes do legislativo municipal. Sabem de quem eu tô falando? Da famosa preguiça, um dos pecados capitais mais comuns na política.

Não é novidade pra ninguém que, depois de eleitos, os vereadores são figuras raras no seu ambiente de trabalho. Mas o que eu não sabia, e agora compartilho com vocês, é que há um acordo extra-oficial na Câmara Municipal de cumprir apenas 50% do expediente, isso quando não faltam nessa metade.

O assunto veio à tona quando o vereador Narciso (PT) questionou o fato de os vereadores não comparecerem às sextas-feiras, visto que de acordo com o artigo 103 do Regimento Interno da Câmara Municipal deve  haver obrigatoriamente duas sessões semanais, uma na quinta-feira e outra na sexta-feira. Segundo o vereador, o que o presidente da casa, Deusdete Portugal, alegou é que os vereadores (quase unânimes) concordam em não dar expediente às sextas-feiras e, portanto, só assinam o ponto. Traduzindo: uma fraude pública. 

Há ainda outra alegação, a de que não há matéria suficiente para discutir em dois duas sessões semanais. Pergunto então: não há matéria suficiente ou não há interesse em discutir as questões municipais? Para quem não quer trabalhar tudo vira desculpa. 

Me corrijam se eu estiver enganado, mas o papel do vereador é o de, dentre outros, elaborar e votar projetos e leis de interesse municipal e fiscalizar o executivo, ou seja, é ser os olhos, ouvidos e boca da população para a transparência e bom andamento da gestão pública. Mas o que se vê é que, quando chegam ao poder, se omitem de suas obrigações, só olham, ouvem ou falam o que lhes é conveniente. E, como a população é indiferente, fazem o que querem, quando querem e do jeito que querem. Afinal, muitos pagaram caro para ocupar a bendita cadeira de vereador, agora é só curtir as regalias e voltar daqui a quatro anos com mil e uma promessas.

O salário líquido do vereador em Magalhães de Almeida é de R$ 3.390,00 para uma carga horá de 4 horas semanais, porém, só são cumpridas as 2 horas semanais, isso sem contar as constantes faltas. Nesse ritmo, durante um mês os nossos vereadores trabalham 8 horas, o equivalente a um dia de trabalho do trabalhador comum que rala por um salário mínimo. Será se esse tempo é suficiente para analisar as contas municipais, os projetos, realizar discussões, discutir leis, dentre outras funções inerentes ao cargo? Pior ainda, será se eles o fazem? Será se já está tudo resolvido e estamos vivendo às mil maravilhas a ponto de não haver nem matérias para serem discutidas? Não vou nem me arriscar a responder. Já que trabalham pela metade, deveriam receber pela metade, não concordam?

Agora eu pergunto: que compromisso os vereadores que concordam com esse prática têm com a população? Me arrisco a dizer que que tem alguns que nem sabem o seu papel e não estão nem um pouco preocupados em saber. Basta ter uns trocados para "ajudar" os seus eleitores e o próximo mandato está garantido.

O fato é que já está mais do que na hora de acordarmos para as questões de interesse público. Um médico, se falta a seu expediente, prejudica dezenas de pessoas. Um professor, quando falta à aula, atrasa o aprendizado dos estudantes. Os representantes públicos, quando se omitem de suas responsabilidades, atrasam o futuro de uma população inteira. Mas infelizmente essa percepção ainda não é compartilhada pela sociedade.

terça-feira, 12 de março de 2013

"Laranjas" deitam e rolam no Maranhão

Por Welliton Resende

Em uma viagem à Maceió, capital do Estado de Alagoas, o guia turístico responsável pelo city tour nos levava até uma praia quando, de repente, nos mostrou a casa do ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello, Paulo César Farias.

PC farias, como ficou nacionalmente conhecido, com a liderança de Collor nas pesquisas para a eleição presidencial de 1988, conseguiu levantar muito dinheiro para a campanha eleitoral. Tal como ocorre hoje, aplicou uma parte e ficou com o restante.

Para não dar mancada PC pulverizou o dinheiro nas contas de "laranjas", que são pessoas que emprestam o nome para que outros coloquem bens desviados em seus nomes. Assim, ficam com as contas limpas e depois, quando as coisas esfriarem, pedem os bens de volta. Em suma, PC não poderia surgir com a dinheirama toda em sua conta, pois isso chamaria muita atenção.

Algum tempo depois, PC fugiu do Brasil até ser preso em Londres pela Interpol (polícia internacional). Por aqui, começou a cobrar o dinheiro dos "laranjas" e acabou sendo morto por eles em um plano mirabolante.

O caso chocou o país e contou até com a desmoralização do perito criminal Badan Palhares que fora formalmente acusado de "vender" laudos e com isso sustentar a tese de crime passional. Segundo Badan, PC teria sido assassinado pela namorada, Suzana Marcolino, que em seguida teria cometido suicídio.

De qualquer forma aqui vai o aviso: jamais seja "laranja" de quem quer que seja. Infelizmente, esta prática é corriqueira no interior do Maranhão e prefeitos e prefeitas que desviam recursos públicos municipais se utilizam desta estratégia costumeiramente.

Uma prática nefasta que torna o nosso estado um dos mais pobres do Brasil. Refaço a última frase, o Maranhão não é pobre, é sistematicamente empobrecido. E os "laranjas" contribuem enormemente para isso.


Do Blog do Controle Social